segunda-feira, 7 de novembro de 2011

RUA DA BRINCADEIRA - 26/11/2011




As acadêmicas do curso de Pedagogia, juntamente com o projeto “Brinquedoteca do Cesf”, realizam no próximo dia 26/11, a “Rua da Brincadeira”.
O objetivo do evento é relacionar a instituição acadêmica com a comunidade, por meio de atividades lúdicas pedagógicas para crianças de 3 a 9 anos de idade.
As atividades surgem a partir da criação de um espaço diferente para as crianças socializarem-se brincando, visto que nos dias atuais a preferência pelo brincar fica em torno do videogame, da televisão, do computador entre outros recursos tecnológicos, deixando de lado  a coletividade.   
O projeto foi elaborado pelas acadêmicas, sob a coordenação da Profª Rochele Andreazza Maciel, que também é responsável pela Brinquedoteca e busca promover muita diversão das 14h às 17h.
A “Rua da Brincadeira” é um evento gratuito e os pais devem acompanhar seus filhos trazendo chimarrão, pois será realizada uma mateada.
Dessa forma, contamos com a presença da comunidade infantil, para tornar esse momento muito especial!


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Fotos Semana Acadêmica 2011


 Seguem abaixo algumas fotos da Semana Acadêmica 2011:

Professor Mestre Claudio Henrique Nunes Mourão - Cacau

 Acadêmicos dos Cursos de Administração, Direito e Pedagogia do CESF



Bruna (Acadêmica da Pedagogia) entregando mimo ao Profº Cláudio

Francieli (Acadêmica da Pedagogia) entregando mimo à Intérprete de Libras, Professora Luciane Bresciani Lopes.
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Silvana Maziero e André Luis dos Reis
Recreacionistas Terapêuticos do Hospital Geral de Caxias do Sul


Silvana e André relatando suas experiências profissionais

Público presente

Dinâmica realizada com as acadêmicas do Curso






Andréia (Acadêmica da Pedagogia) entregando um mimo para o André

Francieli (Acadêmica da Pedagogia) entregando um mimo para a Silvana



Relato de experiência com a Pedagoga que atua na Divisão de Recursos Humanos da Grendene
Graciane Köche



 
Maria Beatriz (Acadêmica da Pedagogia) entregando um mimo para a Graciane
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Mesa redonda com ex-alunas da Pedagogia do CESF

 Márcia Assumção - Pedagoga

Sandra Menti - Pedagoga

 Denise Cambrusi - Pedagoga

Sonia Rombaldi - Pedagoga


Jane Comin - Pedagoga

Ana Paula (Acadêmica da Pedagogia) entregando um mimo para a Sonia

Marlova (Acadêmica da Pedagogia) entregando um mimo para a Márcia

Mariangela (Acadêmica da Pedagogia) entregando um mimo para a Sandra

Miriã e Bárbara (Acadêmicas da Pedagogia) entregando um mimo para Jane e Denise

Alunas, Ex-alunas, Professoras e Coordenadora do Curso de Pedagogia


Ex-alunas do Curso de Pedagogia e Coordenadora Laura
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 Palestra com a Psicóloga Aline Andreazza - Associada a Elo Psi - Psicólogos Associados de Farroupilha




Miriã (Acadêmica da Pedagogia) entregando um mimo para a Aline

Miriã, Laura e Aline
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Gostaríamos de fazer um agradecimento especial às alunas da Pedagogia Mariana Stefenon e Rudinéia Ribeiro pelo apoio recebido nas 3 noites do evento.
Obrigada meninas!!!
Também gostaríamos de agradecer a presença de todos que prestigiaram o evento e em especial ao Diretor do Cesf, Profº Luiz Fernando Felicetti e aos Professores do Curso de Pedagogia.

Coordenação do Curso de Pedagogia do CESF
25 de outubro de 2011...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SEMANA ACADÊMICA 2011

PEDAGOGIA: outros olhares...

De 17 a 19 de outubro de 2011

Local: Auditório do CESF
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PROGRAMAÇÃO


17/10/11 – SEGUNDA- FEIRA
19h 45min – PALESTRA

Inclusão: um lugar para todos

Ms. Claudio Henrique Nunes Mourão
Graduado em Educação Física e Letras/LIBRAS, Mestre em Educação. Professor de LIBRAS, teatro e dança de salão.

Convidados especiais: Acadêmicos dos Cursos de Administração e Direito do CESF

18/10/11– TERÇA-FEIRA
19h30min – Relato de experiência

Recreação terapêutica hospitalar
Hospital Geral de Caxias do Sul

Silvana Maziero
Profissional de Educação Física, Especialista em Educação Especial, Recreacionista Terapêutica

André Luis dos Reis
Profissional de Educação Física, Recreacionista Terapêutico



Ingresso: Um brinquedo, jogo ou material pedagógico para ser doado ao Centro de Recreação Terapêutica Hospitalar


21h - INTERVALO
No saguão do auditório haverá exposição de livros.

21h 20min – Relato de experiência

Pedagogia Empresarial: há espaço para nós nas Empresas?

Graciane Köche
Graduada em Pedagogia do Trabalho – Unisinos
Pós Graduada em Dinâmicas dos Grupos – SBDG
Divisão de Recursos Humanos - Grendene S/A

 
19/10/11 – QUARTA-FEIRA
19h 30min – Mesa redonda

Relatos de experiência com ex-alunas da Pedagogia do CESF

Márcia Assumção, Sandra Menti, Sonia Rombaldi, Denise Cambrusi e Jane Comin

21h – INTERVALO

21h 15min - PALESTRA

As relações professor-aluno em sala de aula

Aline Andreazza
Psicóloga Associada a Elo Psi – Psicólogos Associados de Farroupilha

 
CARGA HORÁRIA: 12 horas

Será fornecido certificado do evento para aproveitamento nas atividades complementares do Curso de Pedagogia.


Dúvidas e informações: isef@cesfar.com.br



































































Viagem a Sânto Ângelo e São Miguel das Missões

Nos dias 07 e 08/10 acadêmicas do Curso de Pedagogia do CESF estiveram visitando as Ruínas de São Miguel, acompanhadas pela Professora Cristina Schneider.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

VISITA AO MUSEU DA PUC


No dia 03/09, acadêmicas do Curso de Pedagogia do CESF estiveram realizando uma viagem de estudos ao Museu de Ciência e Tecnologia da PUC, acompanhadas pela Professora Ms. Cristina Seibert Scnheider em atividade acadêmica referente à disciplina Didática de História e Geografia.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Saída de Campo Missões Jesuíticas RS


Nas disciplinas de Didática de História e Geografia e Patrimônio Integral e Natureza a projeto de prática pedagógica relaciona-se com o Sítio Arqueológico das Missões Jesuíticas, em especial as cidades de Santo Angelo e São Miguel. Será uma excelente oportunidade para as acadêmicas se aproximarem do universo dessas áreas de conhecimento de forma prática, pois restam poucos vestígios no noroeste do Rio Grande do Sul, no nordeste da Argentina e no sudeste do Paraguai da organização missioneira, próspera e independente que desafiou as monarquias ibéricas. As ruínas são também o testemunho do desenvolvimento da arte representando estilos variados. Ao mesmo tempo esta saída de campo proporcionará as acadêmicas o contato com os indígenas e o universo cultural destas populações.
Em se tratando da linguagem, a visita de campo favorecerá a compreensão do fenômeno linguístico em suas relações com o contexto sócio-cultural. Nesse sentido, entende-se que as práticas de linguagem concretizam-se em interdependência com o tempo, o espaço, os objetivos e intencionalidades e os interlocutores envolvidos. A saída de campo aqui proposta será uma oportunidade de vivenciar e refletir sobre o papel da linguagem no evento específico da ação jesuítica, suas relações com o poder e com a constituição identitária. Além disso, será possível entender a linguagem como possibilidade de construção e transformação da realidade e como instrumento de manutenção da memória e da história.

OBJETIVOS:
Conhecer as ruínas que foram Tombadas pela Unesco em 1983, portanto Patrimônio da Humanidade, e que são uma das mais interessantes experiências comunitárias na América Colonial;
Relacionar os conteúdos, competências e habilidades das disciplinas com a prática pedagógica em sala de aula a partir do contexto visitado;

ROTEIRO
Saída dia 7 de outubro às 23h em frente ao CESF. Chegada em Santo Angelo as 7h30. Café da manhã incluso no passeio. Visita ao centro histórico de Santo Angelo. Almoço (por conta dos passageiros). Visita ao Caró e ao Sítio Histórico de São Miguel. Assistimos ao Show de Som e Luz que está incluso no valor. Viagem de volta e chegada no dia 9 as 7h30 da manhã.

A viagem de R$ 145,00 inclui: viagem de Ida e Volta em ONIBUS SEMI LEITO TURISMO categoria turística, SERVIÇO DE BORDO, AGUA MINERAL, REFRIGERANTE, GUIA ACOMPANHANTE, GUIA LOCAL, INGRESSO SOM E LUZ, INGRESSO SITIO ARQUEOLOGICO, GUIA LOCAL EM SANTO ANGELO 1 CAFÉ DA MANHÃ, ENTRADA DO CARÓ.
                                                                                 

Você sabia?
As missões eram povoados indígenas criados e administrados por padres jesuítas no Brasil Colônia, entre os séculos 16 e 18. O principal objetivo era catequizar os índios. A catequização, no entanto, tinha efeitos colaterais que não interessavam aos conquistadores portugueses. Para que adotasse a fé cristã, a população indígena tinha de ser instruída e ganhava conhecimentos de leitura e escrita. Além disso, os índios reunidos nesses aldeamentos não eram escravizados, como geralmente ocorria em outros lugares. Eles viviam do cultivo da terra, se valendo de técnicas agrícolas ensinadas pelos religiosos. Com o tempo, muitas missões prosperaram e acabaram virando uma ameaça à centralização de poder pretendida pela Coroa. Resultado: em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, acusados de controlar um "Estado dentro do Estado" e de insuflar os guaranis contra o domínio português.
Eduardo Neumann, historiador e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).

Sugestão de vídeo:

A Missão, dirigido por Roland Joffé e escrito por Robert Bolt, o filme A Missão é uma obra inglesa de 1986, baseada em fatos reais.
Relatório do filme elaborado por Stela Renata de Lima Camara em http://meuartigo.brasilescola.com/artes/a-missao.htm ;

                       
Professora Ms. Cristina Schneider
Professora Marli Tasca Marangoni
























































segunda-feira, 18 de julho de 2011

Estágio Curricular: Vivenciando a prática docente através da metodologia de Trabalhos Globais

Professora orientadora de Estágio Ms. Janete Fassini Alves

            A proposta do segundo estágio do Curso de Pedagogia no Centro de Ensino Superior de Farroupilha - CESF tem como objetivo o desenvolvimento da prática de projetos de trabalho conforme as referencias propostas por Fernando Hernández e Montserrat Ventura, e, a reflexão teórica sobre esse fazer.  Os estágios por si só já causam ansiedade e em alguns momentos insegurança, com essa proposta as acadêmicas ficam ainda mais apreensivas, pelo “medo do desconhecido”, pois por mais que as disciplinas, durante o curso, procuram provocar reflexões, exemplificações práticas e aprofundamento teórico sobre as diferentes propostas metodológicas, a prática desenvolvida durante o Estágio Curricular II, que ocorre no 7º semestre do curso, é novidade nas suas vivências enquanto alunas e enquanto estudantes do Curso de Pedagogia em trabalho de campo, com os projetos de prática pedagógica ao longo do curso.
            A angústia e preocupação iniciais logo dão lugar ao professor pesquisador, aquele que precisa se desacomodar para auxiliar o seu aluno, e, principalmente aprender com ele. Os resultados são trabalhos criativos, onde se percebe a real construção da aprendizagem de maneira significativa.
            Nesse sentido, compartilhamos os textos de duas alunas que fazem a reflexão sobre esse processo.

ESTÁGIO II: UMA PROPOSTA DESAFIANTE E PRAZEROSA DE ENSINAR E APRENDER ATRAVÉS DO TRABALHO COM PROJETOS
                                                                                              Acadêmica Jane Martins

A metodologia utilizada foi baseada em Hernández e Ventura, que propõe deixar vir á tona os conhecimentos prévios e trabalhar a partir deles por meio de perguntas e desafios, respondendo aos questionamentos trazidos por eles, criando oportunidades de observação, de autonomia, de cooperação¸ individualidade e sociabilidade, interesse e dedicação.
A introdução de projetos nas escolas é uma forma de vincular a teoria com a prática, tornando os conteúdos globalizados, facilitando a construção dos conhecimentos pelos alunos. O trabalho feito por projetos possui uma maior possibilidade de ser flexível e aberto na hora de colocá-lo em prática.
Para Hernández a aprendizagem torna-se mais significativa quando as crianças escolhem o tema. Essa escolha é feita através de argumentações nas quais os alunos devem convencer os demais colegas através de articulações que demonstram uma forma favorável para o novo conhecimento, e quando o professor é capaz de conectar os interesses de forma a favorecer a aprendizagem.
O aprendizado virá como consequência da valorização dada pelo professor ao universo de conhecimentos de cada aluno, levando em conta o que eles sabem sobre o tema, como também a busca de um maior aprofundamento sobre o mesmo; do respeito aos seus interesses, da oportunidade de tentar novas experiências e do acompanhamento do processo de aprendizagem das crianças. O professor deve ser um mediador em todos os momentos, assumindo com seus alunos uma postura de investigador e aprendiz contribuindo para que os resultados de todo esse processo apareça.
São diferentes fases que compõem essa metodologia, o ponto de partida para o projeto é a escolha do tema, porém sua estrutura básica é a organização dos conteúdos e planejamentos sob forma de índices I, II e III. No índice I, delimita-se o que os alunos querem aprender sobre o tema, o II índice é o ponto de partida para o trabalho, serve para especificar o trabalho, enquanto que o III índice realiza uma retomada do que foi aprendido, organizando todas as informações e conhecimentos construídos.
Diante da proposta inicial da metodologia de projeto por aprendizagem, fiquei preocupada e ansiosa, pois tudo o que é novo nos desestrutura e nos deixa inseguros, porém esses desafios são necessários para que haja mudanças significativas na nossa formação.
Através da realização desse estágio compreendi que a metodologia de projeto por aprendizagem rompe com todo tradicionalismo do ensino exigindo um professor mais reflexivo, com uma postura pedagógica que reflete uma concepção de conhecimento como produção coletiva pela interação e mediação.
Percebi que a motivação e o envolvimento dos alunos depende da forma como é proposto o problema e das instruções e informações fornecidas por nós, educadores.
Os alunos estiveram totalmente envolvidos durante todo o projeto, investigando, registrando dados, formulando hipóteses, tomando decisões, resolvendo problemas, tornaram-se sujeito de seus próprios conhecimentos, por outro lado, eu como educadora, também tornei-me uma pesquisadora, levantei questões e procurei ser uma parceira dos alunos na procura das soluções dos problemas propostos, enfim juntos construímos conhecimentos específicos e significativos.
Acredito que o trabalho em grupo é de extrema importância para a educação uma vez que favorece o desenvolvimento do raciocínio lógico, da oralidade, da sociabilidade, da colaboração, da criticidade e da autonomia, promovendo valores e normas de convivência e a construção da cidadania.
A turma com vinte e cinco alunos, era um pouco agitada, por isso para manter a ordem, logo no início estabelecemos algumas combinações a fim de que a convivência fosse harmônica e não prejudicasse as aprendizagens. Houve alguns momentos de indisciplina por parte de alguns alunos que exigiram a minha intervenção para que respeitassem as regras e assumissem o seu compromisso com comportamentos e atitudes favoráveis à realização do trabalho pedagógico.
É preciso que a criança possa ter experiências de vida social para aprender a viver em grupo. A escola é um local muito apropriado para isso, onde a meta, além da construção dos saberes deve ser também a formação da consciência e o exercício da liberdade.
Acredito que nossa postura de educador deve ser de autoridade, colocando limites, acompanhando, orientando e controlando, sem, contudo, perder a sensibilidade, a afetividade, fortalecendo dessa forma a relação entre educador e educando.
Para mim esse estágio foi uma oportunidade de vivenciar efetivamente a concepção socioconstrutivista em educação, pois a metodologia de projetos por aprendizagem favorece a interatividade e a aprendizagem contextualizada. 
As atividades puderam ser realizadas sem um roteiro prévio dos passos a serem seguidos, a fim de que os alunos pudessem experimentar e exercitar a criatividade, a iniciativa, a aplicação e a transferência dos conhecimentos adquiridos tornando-se uma aprendizagem significativa para todos os envolvidos.
É inegável dizer que toda aula começa ainda antes de entrarmos na sala de aula, pois a atividade de planejar necessita de tempo e não construímos educação sem planejamento.
As atividades desse projeto possuíam objetivos a serem alcançados, relação de materiais necessários e seguiam um roteiro que não estava fixo, nem estagnado e que teve a função de facilitar e orientar o nosso trabalho, meu e dos alunos, dando-nos a liberdade de levantarmos novas hipóteses e descobertas coerentes com o tema investigado.
A avaliação fez parte do início ao fim do projeto de forma contínua e cumulativa, realizando ajustes entre o ensino e a aprendizagem, analisando erros e acertos, comparando resultados alcançados com resultados esperados, em vista de produzir e aperfeiçoar conhecimentos e não apenas adquirir informações.
Sem dúvida a prática desse estágio foi muito trabalhosa, exigindo horas, dias, noites e finais de semana de leituras, pesquisas, escritas e reescritas. Tudo isso contribuiu e enriqueceu minha formação e qualificação profissional.
Nos primeiros dias da realização do projeto confesso que fiquei com medo de não conseguir desenvolver as atividades propostas no I índice pelos alunos, mas com o passar dos dias a motivação dos alunos me surpreendeu, pois mostraram que são muito mais capazes que a minha imaginação supunha, construíram conhecimentos e buscaram soluções e ideias, tornando-se agentes de suas próprias aprendizagens.
Atualmente tudo é tão transitório e não permanente¸ aprendemos a aprender todos os dias e a todo momento, penso que a educação precisa estar baseada em metodologias mais prazerosas, interativas e afetivas, sem a qual não há aprendizagem.
 Como educadores, devemos olhar nossos alunos como pessoas que necessitam de desafios para desenvolverem, que resolvam seus problemas, mas que também levantem novos problemas. Precisamos sair das relações extremistas, mediadas somente pelo conteúdo para relações mediadas na humanidade do ser, preparando o aluno a aprender a pensar, refletir e criar autonomia, enfim desenvolver habilidades essenciais para a formação integral do ser humano.
Como educadora e através da prática desse estágio penso que é preciso avançar para novas formas de ensinar e aprender. As metodologias tradicionais não têm sido eficientes, os alunos acumulam saberes, mas não conseguem aplicar seus conhecimentos em situações reais do cotidiano. Urge quebrar paradigmas e com coragem desenvolver novas práticas pedagógicas nas escolas propondo uma educação voltada para a formação de competências, com a participação ativa dos alunos construindo aprendizagens significativas, atraentes e prazerosas.

UM OLHAR SOBRE A PRÁTICA
Acadêmica Patrícia Cherobim
A metodologia utilizada neste projeto propõe um trabalho globalizado, integrando os conteúdos a um ensino que leva em consideração os conhecimentos prévios dos educandos, a aprendizagem se dá através do interesse dos alunos por um tema e as atividades são desenvolvidas através de pesquisas realizadas pelos alunos na busca de novos conhecimentos sobre o tema por eles escolhidos. Os alunos constroem seus conceitos e fazem novas descobertas, partindo de pesquisas, filmes, leituras, produção de textos, cartazes, músicas, etc.
Para Hernández e Ventura a aprendizagem torna-se mais significativa quando as crianças escolhem o tema. Essa escolha é feita através de argumentações nas quais os alunos devem convencer os demais colegas através de articulações que demonstram uma forma favorável para o novo conhecimento, e quando o professor é capaz de conectar os interesses de forma a favorecer a aprendizagem.
O critério para a escolha do tema não se baseia em respostas do tipo porque gostamos ou queremos, este deverá conectar com outros temas já estudados, permitindo assim novas formas de conexões com a informação e elaboração de hipóteses do trabalho.
Essa metodologia é uma forma de vincular a teoria com a prática, tornando os conteúdos globalizados, facilitando a construção dos conhecimentos pelos alunos. Possibilita momentos de autonomia e de independência do grupo, de cooperação, momentos de individualidade, sociabilidade, interesse e dedicação.
O professor além de mediador é um condutor, um organizador, aprende ensinando e ensina aprendendo, professor e alunos atuam juntos.
            Este estágio representou uma nova descoberta, sendo que com a metodologia utilizada representava algo novo, conhecido apenas na teoria. A experiência com turmas de anos iniciais, utilizando um planejamento participativo, onde os alunos são quem decidem o que querem aprender e de que forma isto vai acontecer é algo realmente desafiador. Porém, depois de concluída esta etapa, percebo como é possível trabalhar desta forma e como ela é, realmente, significativa para os alunos e desacomoda ambos, educadores e educandos.
            No início frustrei-me um pouco por sentir que os alunos ainda estavam esperando muito de mim, participando de forma tímida e querendo as coisas prontas. Com o passar dos dias foram conhecendo o que é pesquisa, sentindo-se seguros, buscando mais contribuições para as suas aprendizagens e assim, as aulas foram se tornando mais produtivas, os alunos mais participativos e autônomos.
            O tema trabalhado também contribuiu para que as aulas fossem significativas, sendo que os animais despertam muitas curiosidades nas crianças e o lúdico também contribuiu para a significação das aprendizagens. 
            Enquanto educadora acredito que neste estágio pude colocar em prática muitas das teorias aprendidas nos anos de graduação em Pedagogia e construindo concepções de quais metodologias serão mais eficazes para a aprendizagem dos alunos, sendo que este é o principal objetivo de todo educador.
            Esta experiência proporcionou-me momentos de encontro com minha vocação, momentos em que pude ter certeza de meu papel como educadora, de confirmar minha escolha profissional, à qual tenho dedicado parte de minha vida em aquisição de conhecimentos.
            Posso afirmar que muito aprendi com aquelas crianças e que estas ficarão para sempre como referência em meu processo de formação, como uma experiência muito positiva.
            Finalizo consciente que este é somente o início de uma longa jornada de desafios a serem superados e com a certeza de que terei que dar muito de mim em todos os momentos de minha trajetória profissional, que nunca estará completa, mas sim em constante aprimoramento.